segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Rã-verde (Pelophylax perezi)

Rã-verde (Pelophylax perezi)

UMA QUESTÂO DE VÓZ
 
      São nove horas da manha, está quente e húmida a manha de abril, mas não se pode dizer que á volta deste charco do Marachão estejam tranquilos. A manha  ressoa com o coaxar de milhares de rás-verdes.
 
       Cada rá enche de ar os sacos de pele que tem dos lados da boca, até ficar translúcido, quase a rebentar.
O saco é a caixa de ressonância graças à qual o seu som de chamada ecoa mais longe. Enquanto coaxam, o corpo das rá torne-se rígido. Coaxar é difícil e elas estão a fazer-lo desde o crepúsculo do dia anterior.
     As rás que coaxam são machos, as fêmeas ás quais se destina tal serenata deslizam silenciosamente para a água, atraídas pelo chamamento dos machos. Como tem que optar entre muitos machos que chamam na escuridão da noite, a sua escolha baseia-se no som do chamamento.
 
Cada fêmea que chega ao charco vem carregada de ovos, para produzir a maior quantidade possível e quer ter a certeza de que serão devidamente fertilizados.

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